domingo, 19 de maio de 2013

Ódio por amor

Eu odeio você. Odeio o seu jeito tranquilo, odeio o seu olhar, odeio a sua boca maravilhosa. Odeio o seu ar de superioridade. Odeio o seu sorriso, odeio o fato de roupas ridículas caírem tão bem em ti. Eu odeio suas coxas. Odeio isso tudo. Odeio o jeito que você reluta no início, mas acaba cedendo no final. Isso me dilacera por dentro. Odeio a sua voz, e odeio mais ainda quando você, sem perceber, fala as coisas do jeito certo e me faz suar frio. Eu simplesmente odeio... Minha maior vontade é quebrar essa sua pose de merda. Te submeter a mim. Ficar acima de ti, em cima de ti. Te ouvir implorar. Te dominar. Eu inclusive te odiaria por isso. Quero te fazer entender que você não está dominando esse jogo, que nem eu nem você estamos no comando. Eu odeio o jeito que você me provoca, muitas vezes sem perceber. Eu odeio essa sede inexplicável que eu tenho de ti, e odeio mais ainda o fato de você ter a exata noção disso e me tratar com desdém, fazer o que quer de mim. Eu odeio esse seu jogo duro. Odeio suas mãos, odeio o jeito que você passa os dedos pelo meu pescoço e me puxa pela camisa pra mais perto de ti. Odeio essa sua forma de não se importar com nada, enquanto curte o som na pista de dança com um sorriso nos lábios, a cerveja em uma mão e todo o meu bom senso e sanidade na outra. E você simplesmente não se importa. Enquanto eu estou lá, um pouco mais atrás de ti, em êxtase me apoiando na pilastra, bebendo um gole ou outro pra ajudar a descer todo o ódio que eu sinto pela garganta, mordendo o meu lábio quando na verdade eu quero é morder o seu. Eu odeio como você me tira do rumo. Odeio esse charme que você tem, esse algo inexplicável que me prende e o magnetismo violento que te cerca. Eu odeio te querer inexplicavelmente e não saber lidar com isso. Tudo o que eu carrego comigo já não tem mais nenhum sentido ou valor. Você não faz sentido algum, e muito menos eu.
Eu te odeio, com todo o meu amor.

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