quarta-feira, 29 de agosto de 2012

E não me apareçam mais por aqui!

Depois de estar há basicamente um ano longe do meu filho virtual, aqui estou de volta. E vou confessar umas coisas pra vocês, em 1 ano minha vida mudou da água pro vinho.
Ontem enquanto eu me arrumava pra ir pra faculdade, me deu aquele estalo "Volta com o blog!". Parei pra olhar as postagens antigas e percebi o quanto eu evoluí como pessoa desde o ano passado até hoje. Meu modo de pensar, de agir, de lidar com as coisas, mudei drasticamente, e isso foi de fato muito bom. Agora sim me sinto adulta. Porque quando eu tinha meus 18, 19 anos, eu ainda tinha um espírito muito adolescente, e isso agora mudou. Não relevo mais tanto as coisas como eu relevava, fiquei mais categórica. Tenho como provar isso.
Fiz uma viagem mental esses dias. E, olhando pra trás, lembrei de quando eu ainda morava no meu prédio antigo. As lembranças dele parecem não querer ir embora. Lembrei mais uma vez de tudo o que eu vivi por lá, das coisas que senti, de tudo. E lembrei também de pessoas que eu considerava que iriam comigo até o fim, que eu tinha certeza que a amizade seria eterna, e que agora não significam mais merda nenhuma pra mim. Por mais clichê que possa parecer, à medida que o tempo passa, você começa a perceber quem é quem. Quem vai ser descartável, de momento, e que vai levar a amizade até a morte. Ou além dela. Pessoas que você dava uma moral enorme, e que depois passam na sua frente, olham na sua cara e fingem que nem te conhecem. Pessoas que você julgava amar incondicionalmente, e que agora você sente quase que um nojo de chegar perto por baterem na mesma tecla há uns 30 anos. Pessoas que simplesmente mudam com o tempo, e você acaba se perguntando "ora, porque eu ainda insisto em manter algum tipo de contato com gente assim?". São aquelas pessoas que não vão adiantar sua vida em nada (muito pelo contrário) e que são apenas um peso morto nos contatos do teu celular, ou nas suas redes sociais. Pois é, agora comecei a cortar a porra toda pela raiz. Não faço mais questão de manter perto de mim alguém que eu não confie, e que não faça o mínimo esforço para se manter por perto, nem que seja em nome dos longos anos que nos conhecemos, ou por todas as coisas vividas. Poucas são as pessoas daquela época, dos meus 16, 17 anos, que eu sinto falta, e faço questão de estar por perto. Porque essas, embora distantes, deixaram lembranças boas na minha mente. E são pessoas que quando eu encontrar na rua, eu vou fazer questão de dar um abraço.
No geral, é isso. Pesos mortos do meu passado, estou cortando mesmo. Ex babacas, falsos amigos, gente que eu não preciso do meu lado, que sempre me decepcionou, e até hoje continua me decepcionando. Desses, eu quero distância. Quem é, sabe. E que não me apareçam mais por aqui.