quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Divagações sobre relacionamentos

relacionamento (re-la-ci-o-na-men-to)
s.m.
Ato ou efeito de relacionar. Amizade, intimidade: travar relacionamento com alguém.

Pois é, eu já falei sobre tanta coisa nesse blog, até já deixei minha veia mais poética transparecer um pouco com posts de supostamente ficção, e agora volta o momento de expor minha opinião sobre fatos aleatórios. E nada melhor do que aproveitar esse momento pra falar deles, os famigerados relacionamentos, que podem muito bem ser o seu céu - ou o seu inferno.
Relacionamentos por si só já não são uma coisa muito fácil (dependendo do seu jeito de agir para com os outros, claro). No início tem a sua família (agradeça bastante se seu relacionamento familiar for bom, falando nisso), onde você tem que lidar com pai e mãe dando ordens, querendo impor a maneira deles de pensar/agir, e muito provavelmente irmãos que também querem te dar ordens. Logo aí você já tenta se moldar pra poder construir uma relação boa e respeitosa com eles, respeitando limites alheios e as diferentes ideologias, o que muitas vezes é longo e difícil. Você cresce, e aí começa a conhecer pessoas novas, logo várias amizades surgem. E com elas, a questão de se adaptar aos mais diferentes tipos de personalidades, ou simplesmente não se adaptar, o que acaba gerando as inimizades. Com essa farra do boi de amizades, personalidades e inimizades, já começam as confusões sentimentais que vem de brinde com os relacionamentos que vão se formando gradativamente. Até que aparece o tipo mais letal de todos: os relacionamentos amorosos. E é sobre eles que vai ficar meu foco nesse post.
O fato é que não há ninguém melhor pra falar de relacionamentos amorosos (que NÃO dão certo) do que eu. Ok, eu não tive lá muuuitos namoros até hoje, nem muitos "quase-namoros", mas pra 19 anos de vida, a bagagem que eu tenho já dá pra me deixar certa de uma coisa (por favor, perdoem meu latim agora): eu só me fodo quando o assunto é amor. É sério, não tô dramatizando. Todos os relacionamentos tidos até então terminaram. Um de uma forma mais tosca que a outra. O que me leva a crer que das duas uma, ou o problema sou eu, ou ninguém é tão bom ao ponto de conseguir prender minha atenção por mais de um mês.
Momento réplica: "eu só me fodo quando o assunto é relacionamento", porque na verdade eu nunca amei ninguém. E quem disser que o problema sou eu, vai levar um tiro na cara, vou logo avisando.
Ok, ok, eu não vou culpar só as escolhas erradas que eu fiz. Até porque se tivessem existido escolhas certas, elas teriam durado um bom tempo, correto? Enfim, eu sou aquele tipo de pessoa que se o infeliz com que eu estou não for MUITO FODA, é certeza de que eu vou enjoar em umas duas horas. A pessoa tem que sei lá, se desdobrar em mil e ser praticamente perfeita (nessa perfeição inclui não se importar com meu vício em café, me dar espaço e aturar meus surtos de guria paranóica/blasé com um sorriso no rosto). Eu sei, ninguém é perfeito. Mas eu não sei o que rola, parece que ninguém é o bastante pra mim, aí eu infelizmente vivo nessa, enjoando rápido das pessoas.
E o que me deixa mais intrigada comigo é o fato de o script até hoje ter sido o mesmo: se a pessoa gosta pra caralho de mim, demonstra de tudo quanto é modo que tá mega afim de mim, isso me deixa saturada logo de início. Agora, se eu começo a gostar da pessoa, começo a me doar, a fazer tudo por ela, o protocolo é óbvio: essa pessoa no início vai corresponder às minhas expectativas, mas uma hora vai me fuder a vida. E foi exatamente assim, desde sempre. E pelo visto, vai ser assim por um bom tempo.
Já passei por gente que fazia de tudo por mim, do tipo de me mandar mensagens no celular enquanto eu tava em Rio das Ostras umas 10h da manhã com infinitos níveis de "s2" e "Te amo", gerando uma zoação colossal da parte dos meus queridos familiares, já namorei gente bem mais nova, que por causa dela eu também fui colossalmente zoada por toda minha rede de amigos, já estive em situações mega bizarras por causa de gente filha da puta e que não merecia nem um milésimo de tudo o que eu fiz, já fui tão usada, já usei pra caralho, já fui bem filha da puta, assim como já foram e muito comigo, já fugi de muita gente por quem eu criei expectativas monstro e que no final não eram nem lá essas coisas, já descobri que traí um ex no mesmo dia em que fui traída (traição sincronizada, uhul) e também já fui traída por gente que ok, não vou dizer que nunca pensei que fosse, mas sei lá... gente que de forma alguma eu queria que me traisse. Sabe quando você tira a roupa de implacável e heartbreaker, faz de tudo pra dar certo, e no final você toma uma rasteira dessas? Pois é, eu também já passei por isso.
É que chega uma hora que fazem contigo o que tu já cansou de fazer com os outros. Boa e velha lei do retorno.
Mas o fato é que eu já superei isso tudo. E o mais intrigante de tudo isso é que a única pessoa que no momento é ex, e que eu mantenho contato foi quem eu pensei que sairia da minha vida com a mesma rapidez que entrou. Porque a galere com quem eu mantinha uma certa amizade, e que teve um relacionamento comigo, ainda que rápido, já rodou com distinção e louvor.
Mas querem saber, pequenos padawans? Relacionamentos são letais? Sim. São cansativos? Sim. Mas vou dizer pra vocês, são bons. Mesmo passando por várias coisas ruins (o que é inevitável), você supera. Eu por exemplo, já superei tudo de ruim que eu passei (e te garanto que não foi pouca coisa), e mantive por perto só quem de certo modo importava (pois é... só 1 jedi). E como eu costumo dizer, dar inicío a um relacionamento é como construir uma casa muito foda, com tudo o que você precisa, mas bem em cima da falha de San Andreas. E tudo o que você tem a fazer é ficar ali, aproveitando ao máximo os momentos, a espera do terremoto, que a princípio pode parecer ser iminente.

E quando você dá sorte, o terremoto nem vem.

- Post originalmente escrito em 01/04/12 -