quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Divagações sobre aleatoriedades


Mais de um mês que não apareço por aqui. Tempo escasso, falta de inspiração, eu tenho por volta de um milhão de álibis pra explicar minha ausência. Mas eu não sou do tipo que fica feliz em dar muitas explicações, então vamos nos ater à minha volta. Sério, vou tentar manter um critério, um post por semana, um post a cada 15 dias, um post a cada mês... Na verdade não importa, sempre que eu tento seguir um padrão acaba saindo tudo do jeito que eu não queria, então os post vão continuar sendo publicados de forma random. Sem mais pareceres, vamos ao que interessa.
A minha intenção era escrever um post foda, quase Shakespeariano. Eu tinha o tema na minha mente, mas eu fui almoçar e esqueci TUDO o que eu ia escrever, inclusive o tema. Não sei porque isso aconteceu, mas uma vez que eu queria escrever algo, mas não sabia (no caso, não me lembrava mais) o que, decidi fazer um balanço desse período que eu fiquei distante daqui, pra suprir a falta de mais um post.
Aconteceu tanta coisa interessante nesse pouco mais de um mês após o último post, que eu sinto como se tivesse evoluído (em todos os sentidos. todos.) mais nesses dias do que em 19 anos. Porque depois de um início de ano meio conturbado e uma cirurgia tensa em agosto, nada mais justo do que meu ano terminar bem. E mais do que bem, eu não lembro de ter tido um fim de ano tão foda como o que eu estou tendo agora. (Nota: se levarmos em consideração que a minha memória é tipo, bem limitada, é bem óbvio dizer que eu não me lembro de um fim de ano tão foda quanto o atual. O que eu almocei ontem mesmo? Ah, esquece.)
Pra começar, mais uma vez eu provei que quando eu digo que eu estou certa, eu ESTOU certa. Sério, eu não falo isso pra pagar de fodona nem nada do tipo, mas é verdade. Eu vejo a situação vindo, eu alerto as pessoas (alertava, na verdade. Vide "Divagações sobre o tempo perdido e afins"), mas quem me ouve? Ninguém, devem pensar "Carol se acha a dona da verdade, mas nem tem essa moral toda". Mas e agora, como que estão as coisas? Quem é que estava sempre certa desde o começo? É, eu. Meu ego nem foi massageado, ele foi praticamente masturbado quando eu vi que acertei de novo. Eu tenho meio que um radar foda pra situações que são nitidamente um prelúdio ao fracasso. Quem me escuta, se salva. Quem me ignora e insiste, bem... O resultado esta aí.
Previsões do futuro á parte, o fim de setembro e o mês de outubro tiveram um gosto especial pra mim. Não sei se foi por causa das coisas que eu fiz, ou se foi pelas pessoas que conheci, o fato é que eu não me sentia tão bem e tão próxima de mim mesma até então. E desde então eu venho sentindo uma coisa mega bizarra, uma sensação tão boa e intensa que chega a doer, que me queima por dentro, sabe?
Uma coisa que tem acontecido comigo e que vem dado muito certo é a chamada "expectativa negativa". Como eu sou toda invertida, eu segui a lógica de que se eu criasse uma expectativa negativa das situações que aparecessem na minha frente, elas dariam certo. E deram certo. Não é o caso de ter perdido a fé, não ser mais positiva e blá blá blá, nada disso. O fato é que sempre que eu achava que uma situação seria muito foda, tipo o evento da minha vida, criava-se aquela expectativa, e no final o resultado era proporcionalmente contrário ao que eu esperava. Tomando isso por base, adotei a psicologia reversa pra mim e sim, as coisas finalmente começaram a fluir muito bem depois disso. Agora quando eu quero muito que algo aconteça, eu planejo como se fosse tudo dar errado. Aí sim, vitória na certa. Foi-se o tempo em que eu me frustrava com terceiros.
E, como poucas vezes na minha vida, eu vejo que não estou lidando com principiantes. É, até então sempre foi fácil lidar com todo mundo e tal, mas agora eu vejo que (finalmente) tem desafios que valem a pena surgindo no meu caminho. Desafios positivos, by the way. É meio chato ter tudo muito fácil, sabe, eu sentia falta dessa adrenalina, essa coisa de ter que mover as peças no momento certo, pra não rodar prematuramente. Se o fim desse ano está sendo assim, tão foda, eu imagino como o ano que vem vai ser. Psicologia reversa, Carolina. Pense que 2011 não vai ser lá essas coisas. Isso.

Fica aí então um post suave (e pequeno pros meus padrões) pra vocês. Não tô mais revolts, parece que eu resgatei meu bom humor nesse meio tempo também. Foi mais pra atualizar mesmo... Me desculpem pela linguagem meio formal em certos pontos. E eu estou me sentindo bem pra caralho. Ok, isso foi aleatório.
Ah, e sabe a queimação por dentro que eu falei ali em cima? Sensação muito boa, e tal... Acho que isso tem nome. Ou então deve ser meu estômago doendo. Vou ali tomar um sal de frutas pra ver se melhoro.
Não que um estômago doendo seja bom, mas... Masoquismo, a gente vê por aqui.

- Post originalmente escrito em 9/11/10 -